sábado, 31 de março de 2012

O que representa esse xodó do eleitorado com Cabide e Montana?

Nem o mais experiente colunista política imaginava que o vereador Cabide [PTC] e o anão Montana Jack pudessem, num jogo de estrelas como Romário e Popó, roubar a cena. Ovacionados por mais de 4 mil torcedores, os “baixinhos acreanos” tiveram seus momentos de fama, com tudo que tem direito, até gritos de torcida organizada. Mas fora dos gramados, quem vencerá esse duelo?

Manoel Valdir Teixeira de Souza, o Cabide, eleito com 2.117 votos, luta para conseguir se reeleger. O candidato mais pobre da eleição de 2008 sabe que não figura mais com essa imagem. Cabide nem anda mais na bicicleta que o ajudou a se eleger.

Já o anão Montana Jack, natural de Cruzeiro do Sul, se apresenta como forte candidato. Ele conta com o apoio do senador Sérgio Petecão, de quem jura de pé junto ser segurança particular. Se Cabide foi eleito com voto de protesto,como se comenta nos bastidores da política acriana, Montana acredita na popularidade de seu “anjo da guarda”.

Quem vai conseguir ocupar uma cadeira na Câmara?

Isso é o que menos importa. Há quem aposte que tanto Cabide como Montana possam se eleger. O xodó do eleitorado com os baixinhos de Rio Branco é visto como efeitos da crise que passam os políticos em todo o Estado do Acre. Arrisco até de chamar esse efeito de esquizofrenia.

- É melhor eleger um anão honesto como o Cabide, do que uma figura que chegue lá e ajude o prefeito a roubar dinheiro público – disse o senhor Antônio Cavalcante.

Morador da Vila Acre, ele é um dos beneficiados com o programa de recuperação de ruas iniciado pela prefeitura de Rio Branco, mas ajuda a engrossar a fileira de eleitores descontentes com as denúncias do desvio de recursos públicos.

A eleição de Cabide em Rio Branco lembra a torrente votação dada ao falecido Enéias Carneiro que obteve mais de um milhão de votos, assim como o Palhaço Tiririca, que não veio ao jogo da Solidariedade. Observadores da política falam que o modus faciendi da campanha eleitoral na democracia brasileira permite distorções que contribuem para o descrédito. Eu concordo com eles.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Dois grandes amigos

As vezes a vida nos faz algumas surpresas e coloca algumas pessoas especiais na vida da gente. Pessoas especiais, únicas. Irmãos mesmo.

Assim quero homenagear o Antônio Rodrigues de Araújo e meu irmão Guido Carioca. De ontem para hoje eles ficaram mais velhos. Velhos no sentido de tempo, da experiência, da brandura de gênio. Os dois são especiais para mim. 

Sabe aquelas pessoas que você sabe que pode contar, mas que não está sempre por perto? Pois é.


Eu sei que eles estão muito além do advento da internet, dos blogs. Mais são únicos, impares. Humildes, honestos, pessoas de garra, fibra, persistência. Digo mais: são iluminados. 


O Antônio é de visão simples, mas alguém que recebe o maravilhoso dom de harmonização entre sí e os demais de quem ele se aproxima.


O Guido tem um carisma privativo, tem conseguido conquistar com facilidade (e naturalmente) tantas pessoas a seu redor. Talvez por isso resolvi homenageá-lo sem falar de popularidade política, nem de fama, mas pelo sucesso que foi o seu nascimento.


Agora entendo por que o dia de hoje foi de intensas saudades de meu querido Pai, Julio Carioca. Com certeza, lá no astral onde ele habita, seu coração deve estar batendo mais forte. Com certeza esse é o seu gesto de dizer parabéns aos dois, que ele considerava de forma igual, como filho.


Parabéns irmãos.




segunda-feira, 26 de março de 2012

Nossa alma não pode envelhecer

Desculpem leitores,
Tenho estado muito ausente, creiam que não por vontade própria, a correria que é grande. O desafio de viver no Acre é cada vez mais desgastante e para quem não sabe ser cínico ou ingênuo, isso ainda é muito mais difícil. Mudei a página, resumi as informações, com o objetivo de estar mais presente. Espero que gostem.

Um bom jornalista não pode deixar que a alma envelheça, nossa missão deve ser a de informar sempre a verdade, eis um bom motivo para acreditarmos sempre em um novo sol. As vezes essa esperança parece ser utopia, num estado marcado pela tradição da impunidade, falar de esperanças, de igualdade social, acaba muitas vezes nos jogando de encontro a maioria. 

Mais ainda acredito em um Deus que move este universo, sei que ele  conspira a favor daqueles que o amam acima de todas as coisas.


Uma boa terça-feira à todos!